29/04/2016

ICSC lamenta o falecimento de Luiz Armando Gonzaga

Luiz Armando Gonzaga foi um dos grandes estimuladores de esportes náuticos da cidade

É com grande pesar que o Iate Clube de Santa Catarina informa o falecimento do Sr. Luiz Armando Gonzaga. Um dos grandes entusiastas dos esportes náuticos e grande amante do mar, Luiz Armando faleceu no dia 22 deste mês. O ICSC deseja conforto a família.

Como uma singela homenagem, segue um relato do associado Dalmo Vieira Filho

“Armando Luiz Gonzaga foi um cidadão diferenciado, conhecido e admirado em todo o Brasil.

Oficial de Marinha, dirigiu o Estaleiro Naval e impressionado com o conhecimento e maestria dos mestres carpinteiros, se transformou em um dos maiores conhecedores de madeira e embarcações tradicionais no país. Empresário, ocupou o primeiro cargo público voltado ao turismo no âmbito estadual e se encantou pelas fortalezas do século XVIII, passando a verdadeiramente personificar a restauração do antigo sistema defensivo da Ilha de Santa Catarina.

Idealizou campanhas, procurou incansavelmente os responsáveis, arcou com custos de viagens, disponibilizou suas embarcações e contagiou a muitos com seu entusiasmo e conhecimento. Foi pessoalmente responsável pela preservação do Forte Santa Bárbara, pelo início das obras de restauração de Santana e Anhatomirim, e pelo mutirão de limpeza que culminou com a preservação de Santo Antônio de Ratones. Foi Armando quem levou o reitor da UFSC à Anhatomirim, obtendo a adoção das fortalezas. Foi ele quem propôs ao governo do estado a criação do escritório do IPHAN em Santa Catarina.

Armando Gonzaga, acima de tudo, foi um amante do mar. Estimulou esportes náuticos e residindo em Cacupé, não se cansava de admirar o sol se pondo contra o mar, dizendo que deveria cobrar ingresso pelo espetáculo cotidiano. Sempre manteve embarcações, de baleeiras até lanchas, nas quais navegava pela orla de Florianópolis, a cidade que era a sua paixão.

Por essas e por outras, a sugestão dos admiradores do Armando e dos apreciadores de sua grande obra, que foi a conservação do sistema defensivo da Baía Norte, é que os comandantes das embarcações de toda ordem, em especial do ICVI, do qual Armando foi sócio por várias décadas, é que ao passarem por Ratones ou Anhatomirim, façam uma reverência, batendo continência voltado para os fortes e bradando: “Bravo, Comandante Gonzaga!”.